A escolha de Sandro Alex em detrimento de Alexandre Curi não é só uma preferência interna, é um movimento que redesenha o tabuleiro inteiro. Curi tinha capilaridade política, trânsito e força de articulação. Sandro, embora leal, não carrega o mesmo peso eleitoral.
Na prática, isso pode significar uma coisa simples: ao optar por um nome menos competitivo, Ratinho Júnior enfraquece a própria base na largada. E política não perdoa vácuo. Quem ocupa esse espaço é Sergio Moro, que já entra com recall alto e discurso consolidado.
Resultado? Uma eleição que poderia ser disputada vira praticamente encaminhada já no primeiro turno. Não por força absoluta de um, mas por erro estratégico de outro.
No fim, não é só sobre quem será candidato, é sobre como decisões internas podem, silenciosamente, entregar uma eleição inteira.

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